29.11.10

I SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DA PARAIBA

20 A 28 DE NOVEMBRO DE 2010

ESPAÇO CULTURAL JOSÉ LINS DO REGO

JOÃO PESSOA/PB



PROGRAMAÇÃO

ABERTURA OFICIAL - palestra com José Castilho –

PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura

Local: Cine Bangüê

Dia: 20/11 – SÁBADO

Hora: 10h

SALÃO  INTERNACIONAL DO LIVRO

Local: Praça do Povo

Horário: das 10 às 21 horas

Período: 20 a 28 de novembro

EXPOSIÇÕES

Local: Mezanino 4

1)      EXPOSIÇÃO INTERATIVA (PAREDES POÉTICAS  SESC PB)

Local: Mezanino 3

2)      EXPOSIÇÃO MEMÓRIA E INFORMAÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL

FÓRUM PARAIBANO DO LIVRO, LEITURA E BIBLIOTECAS.

Local: Teatro Paulo Pontes

Horário: das 9 às 17 horas

Período: 22 e 23 de novembro

Presença de Fabiano dos Santos – PNLL

SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE DA PARAIBA

Local: Teatro Paulo Pontes

Horário: das 9 às 17 horas

Período: 24 e 25 de novembro

ENCONTRO DE CORDELISTAS

Local: Teatro de Arena

Horário: 15 horas

Período: 20 e 27 de novembro

SARAU PARAIBANO / LANÇAMENTO DE LIVROS

Horário: 10horas

Local: Teatro de Arena

Apresentação: Linaldo Guedes

Dia:23 de novembro

Palestrante:      Balila Palmeira "Os Teatros da Paraíba"

 Joacil de Brito "O livro na história"

Dia:24 de novembro

Palestrante: Severino Celestino da Silva "O Evangelho e o Cristianismo Primitivo"

Dia:25 de novembro

Palestrante:     Neide Medeiros Lançamento: "Memória de Leitura na Infância"

Lilian Paschoalin Histórias de "mulherzinha"

Dia:26 de novembro

Palestrante:     Hildeberto Barbosa Filho Lançamento: "Livros sobre livros"

Sergio Castro Pinto "Humor e Ironia em Mario Quintana"

Dia:28 de novembro

Palestrante:     Maria das Graças

 Águia Mendes

FIQUE LIGADO

Horário: 15horas

Local: Teatro de Arena

Apresentação: Agda Aquino


Dia:21 de novembro

Palestrante:     Ferréz "O Hip Hop e a literatura na periferia"

Dia:23 de novembro

Palestrante:     Tania Zagury "Bullying"

Dia:23 de novembro

Palestrante:Jairo Rangel "Raquel de Queiroz"

Dia:25 de novembro

Palestrante:     Andre Vianco "Entre o Bem e o Mal"

Dia:26 de novembro

Palestrante:     Pasquale Cipro Neto "Nossa Lígua"

POÉTICA DA PALAVRA

Horário: 17horas

Local: Teatro de Arena

Apresentação: Linaldo Guedes

Dia:21 de novembro

Palestrante:     Fabrício Carpinejar

Dia:23 de novembro

Palestrante:     Arnaldo Antunes

Dia:24 de novembro

Palestrante:     Marina Colasanti

Dia:26 de novembro Ferreira Gular

Palestrante:     Bráulio Tavares

CAFÉ COM LETRAS

Horário: 19h30

Local: Teatro de Arena

Apresentação: Linaldo Guedes

Dia:20 de novembro

Palestrante: Silvério Pessoa

Dia:21 de novembro

Palestrante:     Mario Prata

Dia:23 de novembro

Palestrante:     Nélia Piñon

Dia:24 de novembro

Palestrante:     Galeno Amorim

Dia:25 de novembro

Palestrante:     Affonso Romano de Sant'Anna

Dia:26 de novembro

Palestrante:     Ignácio de Loyola

OFICINAS

1. Contação de História – Fundação Bradesco

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 21 – 22 -23 - 27

Local: Sala 4 – Mezanino 3

2. Contação de História – Poesia Infantil: uma nova maneira de ver o mundo

Prof. Dra. Neide Medeiros Santos

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 21

Local: Sala 4 – Mezanino 3

3. Contação de História – Entre fadas, príncipes e duendes: a arte de ler, ouvir e contar histórias

Alba Diniz

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 22

Local: Sala 4 – Mezanino 3

4. Contação de História – Na teia tênue do texto

Prof. Dra.Ivone Tavares de Lucena – PPGL/UFPB

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 24 

Local: Sala 4 – Mezanino 3

5.Despertar para o Libras

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 21 – 22

Local: Sala 5 – Mezanino 3

6.Criação e Produção Literária

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 22 -23 - 24

Local: Sala 6 – Mezanino 3

7.
Despertar para o Braille

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 22 -23 - 24

Local: Sala 6 – Mezanino 3

8.Competência em Informação - Interação no mundo virtual - navegando em uma nova realidade

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 24

Local: Sala 5 – Mezanino 3

9.Competência em Informação - wikipédia - construindo a maior enciclopédia do mundo

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 25

Local: Sala 5 – Mezanino 3

10.Competência em Informação - Fotos na web - criando seu álbum virtual

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 26

Local: Sala 5 – Mezanino 3

11.Competência em Informação - Blogs - ferramentas para disseminação da informação

Horário: das 9h as 12 h

Dias: 27

Local: Sala 5 – Mezanino 3

12.Oficina - configuração de equipamento e utilização linha index – laratec

Horário: das 14h as 17 h

Dias: 23 – 24 – 25

Local: Sala 5 – Mezanino 3

13.Oficina de Cordel - Fundação Bradesco

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 25

Local: Sala 4 – Mezanino 3

14.Origami - Fundação Bradesco

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 26

Local: Sala 6 – Mezanino 3

15.Desenho e Pintura - Fundação Bradesco

Horário: das 9h as 12 h ou das 14h às 17h

Dias: 26

Local: Sala 4 – Mezanino 3

APRESENTAÇÃO CULTURAL

Horário: 21h30

Local: Teatro de Arena

Dia 20: Silvério Pessoa

Dia 21: Adeildo Vieira Homenagem a Lúcio Lins

Dia 23: Urso amigo Batucada + Cabruêra

Dia 24: Nação Maracahyba + Kenedy Costa Homenagem a Jackson do Pandeiro

Dia 25: Aruenda da Saudade + Patrícia Moreira show francés cole café

Dia 26: Paraiba Dixieland + Toninho Borbo

Dia 27: Beto Brito

Dia 28: Tarancón

8.11.10

Morre o psicanalista Luís Martinho Maia



A terra dos homens fica sempre mais empobrecida quando ao cumprir o inexorável momento da validade orgânica, alguém retorna ao pó. Nesse instante, a terra, que não mais necessita ser dos homens, engolfa em suas entranhas os componentes do que é corpo sem vida. Mais modernamente, o ato crematório, encurta o caminho lento da decomposição através da terra, e, volatiliza o que fora casca, habitáculo da vida, ou, segundo alguns, o templo da alma. Resta-nos cinzas.
Imaginem o homem plantado como estacas na superfície da terra. Estacas equidistantes de outras tantas, sem a necessidade de possuir o sustentáculo de raízes; apenas fincadas, sem que qualquer delas interferisse na existência de cada outra. Estacas estáticas, embora olhantes, escutantes e pensantes, até onde a visão não se revelasse míope, para perscrutar o mais além. Estaria assim, o homem-estaca, inabilitado a procriar, bem como a ter intercessão, toque, ou atitude relacional com os seus semelhantes.
O poeta Vinícius de Morais, em um dos seus versos que virou canção, pergunta a Deus: Escute amigo. Se foi para desfazer, por que é que fez?
Trilhando o caminho da sua inquietação irreverente, imaginei o homem-estaca, com o propósito de livrar-lhe da dor da vida de relação.
Luís Maia, ou apenas Maia para alguns, dedicou-se como ninguém, ao estudo, à pesquisa, à transmissão do conhecimento e ao cuidado deste homem já nascido com a perspectiva da morte, e, dado a viver sob os efeitos das suas relações mais primitivas com o mundo.
Esse mister, muito mais do que o de várias profissões dedicadas ao cuidado e à promoção humana, longe das glórias cirúrgicas, e das poções químicas, que, em sua maior parte, logo fazem aflorar os efeitos, é silencioso, discreto, constante e em grande parte subterrâneo. Contudo, produz não só um efeito terapêutico para a alma humana; leva consigo a possibilidade de melhor viver em um sentido amplo e permanente.
Fui por longos anos cliente e analisando de Maia. Isso data da época em que decidi-me a tal, por orientação do meu mestre e amigo, o professor Dr. José Fernandes Pontes, que me introduzira na medicina psicossomática, e que, incentivara a nos valermos da ferramenta do autoconhecimento, representada pela psicanálise. Essa realidade me propiciou exercer uma medicina mais resolutiva, mais consonante com a feição humana e com o próprio imbricamento bio-psico-social, inerente aos modos de viver e de adoecer.
Neste momento da sua morte, revelo o enlutamento pessoal causado pela sua ausência. Do mesmo modo que o processo psicanalítico transcende na maioria das ocasiões ao cenário analítico, se perpetuando; creio que, mutatis mutandi, a presença de Maia se eternizará entre nós.
Expresso nessas linhas dirigidas à sua memória, o meu apreço à grandiosidade da sua companheira, a psicanalista Henriqueta, e aos seus queridos filhos. Minha gratidão e a consciência de que, quem sente saudades, nunca está sozinho, tem o carinho da recordação. Todos vocês e nós, guardaremos a lembrança de um homem competente, digno e bom.