30.8.10

Flávio Venturin i- Clube da Esquina II

silvapatriota | December 05, 2008

Por que se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço....

Por que se chamava homem
Também se chamava sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos

E lá se vai mais um dia

E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio...

E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente...



22.8.10

Fotografia

Fotografia

Na era do umbigo
tornamos baços
o olhar sensível,
lavor da estética.

De raro em raro
assestamos a mira
ao invólucro,
entorno da existência.

A câmera e lente
não se auto-refletem,
dão-se ao uso, captam
como se capturassem
o inconsciente.

Fotogramas fixos
assentados na intenção
de um casulo feito crisálida,
são oníricos e reveladores
e o ao redor, os lados,
o abaixo, acima,
o detalhe e o dentro dele
grita, reverbera em silêncio,
provoca, modifica.
Relembrança estética compartida
é tudo isso
a arte sintética
da fotografia.


Poema de autoria de Waldir Pedrosa Amorim
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