30.5.07

MARKETING DA PITOMBA









A pitomba,
mais semente que fruto
atrai outras
causa a sensação
de mais fruto que semente.

Waldir Pedrosa Amorim

20.5.07

Que os condôminos do Céu respeitem os do Inferno.

João Pessoa-PB.
Paróquia acusa Prefeitura de ter colocado o "Porteiro do Inferno" no girador da UFPB "às escondidas" www.wscom.com.br


Que os condôminos do Céu respeitem os do Inferno, que assim seja com os do Purgatório e até os do Limbo, que nos usurparam.
Nunca em minha vida visitei uma cidade confessional. Não sei se existem. Restarei triste e acabrunhado ao vislumbrar a possibilidade de viver numa delas.
A cidade de Salvador convive com os Orixás e com a Igreja de Nosso Senhor do Bomfim e outros cultos religiosos. Assim numerosas cidades.
Florença é um museu de arte a céu aberto. O museu do Vaticano não contém apenas uma alusão artística a Satanás, porém várias.
Em João Pessoa resolveram abrir uma polêmica sobre uma escultura do artista plástico Jackson Ribeiro que segundo consta foi apelidada de Porteiro do Inferno pelo escritor Virginius da Gama num lampejo poético. Desabaram protestos de segmentos políticos contrários ao prefeito, de setores religiosos e da comunidade das circunvizinhanças de onde a obra foi instalada. A razão alegada repousa na alcunha dada, a que se atribui atração de males. Tendo sido instalada num entroncamento próximo ao campus universitário, vem ganhando a defesa de estudantes, professores e intelectuais que se preparam para defendê-la. Foi programado um abraço simbólico, liderado pela escritora Dôra Limeira e corre uma lista de defensores em abaixo assinado pela Internet. Outro abaixo assinado circula entre favoráveis à sua remoção.
Os símbolos do mal e do bem nasceram da necessidade humana de bipartir-se. Quem inventou o inferno senão os habitantes do céu? Se provarem que as boas divindades são posteriores a Satanás, Belzebu ou outro que o represente, terão certamente negado a existência de Deus na origem das coisas. A um agnóstico ou ateu isto não apresenta pertinência alguma.
A alma humana se aperfeiçoa quando ecumênica, diversa, respeitosa. Preconceito é apanágio de ignorantes e oportunistas. Aos ignorantes de alguma coisa, que somos todos nós, resta-nos a humildade do aprendizado, do questionamento, da boa informação buscada ou transmitida pelos mais sábios. Aos oportunistas de qualquer matiz, dedetizá-los, para que desapareçam como as pragas. Ou ao sol do tempo que os seleciona naturalmente! Onde se encontravam estes quando os nossos logradouros públicos, casas de justiça e outros ficaram sendo cognominados por indivíduos que se auto-intitularam com algum mérito para figurarem nos frontispícios de sua identidade. Oh! Cidade onomástica!
Preconceito no seio das religiões cheira a obscurantismo, inquisição e outros males que almejamos ver distantes de nós.
Enquanto se debate tanto para que uma expressão de arte seja apedrejada, a injustiça social campeia. Paralelamente, poucas são as organizações públicas, civis ou religiosas que se comprometem com o resgate da miséria. Isto sim é um inferno sem porteiro para solicitar o tíquete.
O inferno e o paraíso moram dentro de cada um de nós.
Meu Deus! Não mereceremos figurar no mundo através do nome de capital do ridículo universal!
Estamos no século XXI, olhem vocês!
O nosso número de museus, acervo de obras de arte ao ar livre ou não, centros de cultura artística e galerias de arte, é ínfimo. O número de leitores de livros, jornais e outros periódicos dispensam comentários. O número de casas de espetáculos, companhias de teatro e cinema é delgado - raros se auto-sustentam. Os melhores circuitos artísticos e musicais não acorrem à nossa agenda cultural. As livrarias são ainda escassas e algumas locais desapareceram. Quantas editoras possuimos com alcance nacional? Nossos músicos e a nossa maravilhosa orquestra sinfônica, muito padeceram e padecem a fim de sobreviverem através da música.
O contingente de alfabetizados de verdade, de pessoas com acesso a cultura de um modo geral, certamente nos remete a uma fase anterior aos meados do século XX -estou sendo benevolente? Ora, vamos cuidar de coisas mais significativas. Vamos tornar esta cidade não somente mais bela, porém mais humana e menos injusta. A natureza nos presenteia com um lugar especial e com uma gente boa, neste pedacinho de planeta. Que nele possa morar o amigo, o irmão, o vizinho, o igual, o diferente, o amigo ou o inimigo. Afinal de contas até o inimigo tem que ser decente.

Aí vai um poemeto:

O PORTEIRO DO INFERNO


Pequenina cidade
querida cidade onde vivo

Um homem de lata,
O Homem Astronauta,
ganhaste com carinho
das mãos de um artista
para os teus olhos de carne,
não para olhos mesquinhos.

Se de porteiro do inferno
ou de porteiro do céu
alcunharem aquela obra.
Pouco importa,
nunca um mero apelido
melhores dias farão.

Melhores dias
no trabalho, na alegria
sem politicagens ou mistificações.
Dias que alimentem
liberdade ao espírito
sem dolo ou superstição.

Grande cidade de artistas,
músicos, escultores, letristas,
pintores, poetas, contistas,
cinegrafistas, atores,
cantadores, repentistas,
exprimem a tua visão.

Uns te agradam,
outros não?
Melhor que assim seja,
a teu sol desfile solta,
a liberdade de expressão.

Waldir Pedrosa Amorim



Leia a Carta Aberta ao Porteiro do Inferno da escritora Dôra Limeira

13.5.07

É DIA DAS MÃES.



Vou abrir a porta
mais uma vez podes entrar,
é dia das mães,
eu resolvi te perdoar. (Chico Buarque)

Minha mulher cunhou uma frase que costumamos repetir em muitas brincadeiras e blagues familiares, mas que nasce de uma inteligente reflexão sobre a significância do que é a mãe: “A mãe é símbolo de identificação universal”.
De fato, a começar pela assinatura ou a impressão digital do polegar, a identificação das pessoas se dá, além disto, pelo nome da mãe no documento de identidade. O do pai pode faltar e até ser desconhecido. Se extrapolarmos para os imprints lógicos como a gestação e os cuidados pós nascimento, como para aqueles de natureza afetiva e emocional, claro está que em todo ser humano existe mais pegadas maternas do que paternas. Recentemente tomei conhecimento de uma pesquisa enfatizando que uma significativa maioria de pessoas, tendo que optar entre amortizar uma dívida e comprar um presente para o dia das mães, priorizaria a segunda escolha. Apenas valores mercadológicos incutidos pela mídia? Não possuiria a coragem de afirmá-lo com segurança. E para o escopo desta breve opinião, me restringiria a admiti-lo como um sinal de que alguma coisa deve dizer.
Salvo em raras situações sociais de matriarcado, que eu tenha conhecimento, a trajetória da mulher nas civilizações, foi e tem sido a de uma penosa conquista pelo reconhecimento social do seu papel e direitos. E, quando sequencio papel e direitos, faço-o propositadamente, não para ser enfático, mas porque considero que ao papel se atribui razões subjetivas de toda sorte (culturais, religiosas, etc.); já ao direito, mesmo que elementar, ele tem a ponderabilidade objetiva daquilo que sem ele, vive-se mal e injustamente, ou não se pode viver.
Neste particular a luta do gênero feminino é magnânima, ela ultrapassa a luta pelo poder, pelo efêmero reconhecimento, se estendendo à vida.
A vida com qualidade dos seres humanos passa por uma retribuição justa a papéis femininos por natureza, como: procriação, maternagem, aleitamento, cuidados, interação com a criança, entre outros. A luta pela sobrevivência e pelo direito à intervenção e participação do gênero feminino no poder, é um direito humano e uma necessidade da espécie humana, portanto é obra comum aos dois gêneros e nunca apenas facultada à mulher na ausência do homem.
Comparo a situação do imenso contingente de mulheres-mães do mundo inteiro à condição do planeta que habitamos. Por intencionalidade e má fé, por avidez do capital, por individualismo, por descuido ou por ignorância fomos de forma perversa e deturpada habituados a desconsiderá-las como essenciais à perpetuidade da espécie humana.
Não cometo o viés do olhar deturpado por não haver falado do sol, das estrelas nem do gênero masculino, apenas me cinjo à temática desta data e procuro focalizar aqui o que desde priscas eras perdemos a argúcia de enxergar.
A mim a imagem fotográfica que consegui capturar nas ruas da cidade e a estrofe da canção de Chico Buarque, sozinhas, corroboram com o dito de Fátima, que eu apenas desdobraria em símbolo de identidade humana universal.

Waldir Pedrosa Amorim

domingo, 13 de maio de 2007

8.5.07

Antônio Mariano

Amigos, estou no Centro Oeste no Brasil desde ontem para divulgar meus livros "Guarda-chuvas esquecidos", de poemas, e "Imensa asa sobre o dia", de contos.
Hoje, 4, em Goiás
Hoje tenho uma noite de autógrafos em Goiânia-GO, seguido de recital com vários poetas goianos como convidados, entre eles Aidenor Aires, Beth Brito, Cecília Mello, Célia Siqueira, Coelho Vaz, Edival Lourenço, Fátima Paraguaçu, Fausto Rodrigues Valle, Heloísa Helena de Campos Borges, Leda Selma, Luiz de Aquino, Placidina Siqueira e Ubirajara Galli. Vejam matéria que saiu no maior jornal de Goiás, o Diário da Manhã:
http://www.dm.com.br/colunas.php?coluna=48&edicao=7119

Em Brasília, na segunda, 7 de maio.
No dia 7 de maio prevejo uma segunda-feira de muita poesia a partir das 20 horas no Restaurante Cultural Rayuela (412 Sul), com a noite de autógrafos de meus dois livros de poemas e de contos. A idéia é mesmo de confraternização poética reunindo amigos e o público interessado em poesia num recital coletivo trazendo além dos meus poemas, a presença de poetas importantes do cenário brasiliense como Nicolas Behr, Ana Maria Ramiro,
Ronaldo Cagiano, Antonio Miranda, Anand Rao, Nalu Nogueira Carlos Augusto Cacá e a Tribo das Artes.

Repassem a notícia para os seus contatos do Centro-Oeste. Grato desde já. Muita poesia e boa prosa.

Antônio Mariano
Conheça e opine no blogue de Antônio Mariano:
http://antoniomariano.weblogger.terra.com.br


Poemas e contos paraibanos
http://www.dm.com.br/colunas.php?coluna=48&edicao=7119 (Diário da Manhã)

O poeta e escritor de contos de João Pessoa, na Paraíba, Antônio Mariano, está em Goiânia, hoje, no Restaurante Vacalhau e Binho, a partir das 21h30, para noite de autógrafos de suas obras: O gozo insólito, Te odeio com doçura, Guarda-chuvas esquecidos e Imensa asa sobre o dia. O Grupo Rivotrio será a atração musical da noite.
Antônio Mariano é o criador e organizador do projeto Tome Poesia, evento poético mensal realizado em João Pessoa, que procura a cada edição mostrar um autor paraibano e um de outra unidade federativa brasileira.
Recentemente, Luiz de Aquino abrilhantou o projeto com seus poemas à beira das águas quentes do maravilhoso mar da Paraíba.
Um sarau de poesias será realizado em homenagem ao amigo poeta Antônio Mariano, que contará com vários convidados poéticos goianos.
Já confirmaram presença no sarau de poesias, autores como Aidenor Aires, Beth Brito, Cecília Mello, Célia Siqueira, Coelho Vaz, Edival Lourenço, Fátima Paraguaçu, Fausto Rodrigues Valle, Heloísa Helena de Campos Borges, Leda Selma, Luiz de Aquino, Placidina Siqueira e Ubirajara Galli.

Serviço
Evento: Antônio Mariano em noite de autógrafos e sarau de poesias
Horário: 21h30
Couvert: R$ 5
Local: Restaurante Vacalhau e Binho
Endereço: Rua T-55, esq. com Av. 85, Setor MaristaFone: 3278-2929Informações: 8127-4561 (com Flávia Cruvinel)
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Conheça a produção literária de Antônio Mariano:
http://www.antoniomariano.hpg.ig.com.br

Enviado por Antônio Mariano

A arte do cuidado

Por Ronaldo Monte

Você pode estudar muito e se tornar um bom médico, um ótimo psicólogo, um excelente enfermeiro. Mas não tem livro que ensine você a cuidar dos outros.
O cuidado é uma arte cada vez mais rara entre as pessoas. E quase inexistente entre os profissionais da saúde. Uns alegam falta de tempo. Outros se bastam com sua competência técnica. Outros ainda se deleitam sadicamente com o poder que exercem, aumentando deliberadamente o sofrimento alheio.
Considero-me privilegiado quando encontro quem cuide de mim para além de meus achaques físicos. Quando sinto que a escuta ultrapassa a fronteira da minha anatomia e suas mazelas e se abre para toda a dimensão da minha existência.
Estou tocando neste assunto porque hoje é o aniversário de uma dessas artistas do cuidado. Uma que, antes de bisbilhotar sobre os estragos do tempo e do mal uso nesta frágil carcaça, abre-me um sorriso que me assegura que cuidará de mim, seja lá o que eu tenha feito de ruim com o meu fígado.
Alguns a chamam de Doutora Fátima. Eu me reservo o direito de chamá-la de Madame Duques. De um modo ou de outro, é a melhor pessoa que me ocorre chamar quando estou precisando de cuidado.

Foto retirada do blog "Andreye World".

Enviado por Ronaldo Monte
blog-do-rona.blogspot.com

7.5.07

Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport)



CIDADE DO CINEMA

Clique para consultar a programação:

Cineport começa nesta sexta-feira e deve exibir mais de 100 filmes

A abertura oficial do Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) acontece nesta sexta-feira (4), a partir das 19h, na Usina Cultural Saelpa, em João Pessoa. O evento, que se estenderá até o dia 13, vai exibir mais de 100 filmes produzidos em oito países.
A estrutura – que inclui tendas climatizadas – foi preparada para receber um público total de até 5 mil pessoas durante os dez dias do evento. O festival conta com a parceria da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), que incluiu na programação o projeto 'Cine Volante'.

O diretor de produção do festival, Henrique Frade, disse que a equipe está trabalhando para receber 5 mil pessoas na ‘Cidade Cinema’. “Construímos uma estrutura com tendas climatizadas, para vários eventos.

A Tenda Andorinha tem 400 lugares e a Andorinha Digital tem 250 lugares. Ainda tem uma tenda para música. O festival é dividido em duas partes.

Neste final de semana, serão exibidos os filmes dos homenageados e mostras. A partir da segunda-feira, serão exibidos aqueles que irão concorrer aos prêmios”, disse.

A assessoria de imprensa do festival, informou que o Cineport já conta com mais de 100 filmes inscritos para exibição, superando a expectativa dos organizadores. O festival vai fazer homenagem ao realizador angolano Zezé Gamboa, ao cineasta português Luiz Galvão Teles e ao documentarista paraibano Wlademir Carvalho.

A cerimônia de abertura nesta sexta-feira vai ser apenas para convidados.

Para o público, o festival começa mesmo a partir das 14h do sábado (5).

Durante uma semana, os eventos incluídos no festival vão acontecer tanto da Usina Saelpa, que é a sede, como em terrenos da empresa. Também haverá atividades em diversos locais da cidade. Os trabalhos serão exibidos também dentro do projeto 'Cine Volante', que leva produções cinematográficas aos bairros da Capital. As apresentações serão realizadas em praças públicas de bairros como Mangabeira, Jaguaribe, Manaíra e Mandacaru.

As atividades também acontecem no Espaço Cultural – com exibição de filmes infantis para alunos das escolas municipais e estaduais, no Cine Banguê – e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na universidade, acontecerão debates e palestras com professores e os produtores das películas dos oito países participantes do evento.

Instituído pela Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho em 2004, o Cineport tem como objetivo integrar e desenvolver o mercado audiovisual, promovendo os filmes realizados em português e dialetos falados nas nações que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), formado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

PROGRAMAÇÃO DA SEXTA-FEIRA (4)
14h - Abertura do Encontro dos Cineclubes da Paraíba, apresentação dos cineclubes e encaminhamento dos trabalhos.
15h – Mesa redonda, no Hotel JR – Sala Forró – “O cineclubismo na Paraíba: um percurso histórico”. Convidados: Fernando Trevas, jornalista; João Batista de Brito, crítico de cinema; Luis Custódio, professor da UEPB; Vladimir Carvalho, cineasta; Wills Leal, pesquisador. Mediador: Carlos Dowling, cineasta e presidente da ABD-PB.
19h – Na Usina Cultural Saelpa – Cidade do Cinema
Cerimônia de abertura oficial. Presença de autoridades e convidados relacionados ao audiovisual dos países da CPLP.
21h – Na Tenda Andorinha - Sessão Troféu Humberto Mauro, com homenagem ao documentarista paraibano Vladimir Carvalho. Exibição do filme ‘O engenho de Zé Lins’.
22h - Tenda Cineport Música – Show com JP Sax, exclusivo para convidados.


Assessoria de imprensa do Cineport: Fernanda Brasileiro (9934 0266)

Enviado por Ruth Avelino